23 fevereiro, 2011

histórias .

Entrava em ardosa quando o trabalho acabava . Finalmente tinha terminado mais um dia da sua rotina inquebrável , de relatos e ficheiros espalhados na sua mente a qual não houvera gaveta possível ao qual pudesse ,finalmente, organizar . Não tinha carro , caminhara para casa quer chovesse , quer estivesse calor , e se nevasse . Temia as estradas. Lembravam-na das curvas que tinha dado no carro do pai nos montes da sua aldeia natal . Lembrara-se do sorriso do pai quando olhou para ela prometendo-lhe que estavam a chegar ao paraíso . Mal ela sabia que eram as suas ultimas palavras .
Quando o seu pai lhe dissera isso distraíra-se por segundos , segundos que lhe tiraram a maior dávida que existe . Não resistiu a tal impacto e bastou isso para mudar a vida aquela pobre criança que estava no banco de trás a desejar chegar a praia para brincar como uma simples menina quer .
Ia assim , eram cerca das 9horas da noite . Cigarro vasto e quase apagado enquanto o levava a boca de 10 em 10 segundos . Apertava o telemóvel com a outra mão o máximo que pudesse , pois estava desejosa que um dia alguém a viesse salvar da sua vida monótona e típica de filmes de anos 60 . Algo tão cinzento não era o que ela ambicionara em criança . A vida passara-lhe a frente dos olhos e sem poder contradizer o futuro , foi obrigada a deixar a escola , os amigos , e tudo que antes era fácil para se tornar uma adulta , e pagar a renda todos os meses de um mísero apartamento. (…)

Inventado e de minha autoria .
ps: e assim completarei , sempre que puder um pedaço da história

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