24 fevereiro, 2011

histórias II

(…) Solidão era um pensamento comum a todas as noites por isso não lhe fizera grande diferença . Afinal … era só mais uma noite após trabalho . Chegara a casa encharcada e pousara o casaco suavemente num estendal velho e enferrujado que já vinha dos tempos da sua tão adorada avó . Estava frio em sua casa . Não tinha nada com que se aquecer sem ser apenas uns cobertores remendados a mão , e que mal remendados estavam . Os seus olhos verdes desfaziam-se cada vez que se empoleirava na varanda a contar cada estrela que pudesse contar , e contava o seu dia e cada desabafo a lua , sentindo-se protegida por esta. Era sossegada e tímida e possivelmente possa ter sido esse o maior motivo ao qual as pessoas nunca se aproximavam muito dela .
Estava na sua zona de conforto e pronto ! Dai não iria sair , e mesmo que quisesse não sabia como o fazer .
Mas e amigos? De certeza que teria um ou outro .
Acreditem ou não , amigos era algo tão nulo que se acostumara facilmente .
Falava com colegas , pessoas na rua mas nunca nada a que pudesse chamar “ ombro amigo” . Nunca tivera algo assim tão bom . (…)

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