07 dezembro, 2011

Sonhei sentar-me numa ponte, na neblina, voltada para a ribeira , em cima do meu preclaro douro . Lá tu ainda não chegas-te, lá eu conseguia ter paz e acima de tudo , finalmente não te tinha a ti .Era ainda de madrugada e já o sol se emancipava em se por vermelho . Tinha chovido imenso de noite , e o chão estava molhado , as cadeiras ensopadas , e o orvalho nas arvores o que defendia a minha afirmação . Era engraçado olhar para baixo e ver todas aquelas pessoas que ali de cima , pareciam apenas formiguinhas .
Como uma injecção de adrenalina , toda a minha ânsia e nervosismo tinha parado . Não havia mais falta de ar … como se estivesse curada ,. Não havia mais cigarros , mais drogas a impurificar o ar . Era só eu e o vento … 

 Admito ter pensado em me atirar . E se caísse? Talvez chegasse ao fim , talvez apenas voltasse para o inicio . Mas algo impediu-me . Algo que me diz todos os dias (e não só nos sonhos ), de que falta algo para acabar , e que eu o tenho o de fazer . Ou talvez fosse um pouco de falta de coragem . Não sei o que irá doer mais , qual a sua duração e a sua magnitude . Mas valeu apena arriscar .Porque eu preciso de sentir a maior queda para que na mais pequenina eu não me vá rebaixar . Eu preciso de acordar .

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