05 maio, 2011

by tiago

“ O Amor “

Suspiro, olho para o relógio, assusto-me com este silencio que me obriga a tornar-me num ser falador através do poder da tinta azul que corre nas minhas veias para escrever nesta folha branca onde as linhas são apenas fruto da minha imaginação, sou levado a acreditar no incrédulo.
Suspiro, uma vez mais, faço da minha caneta a arma mais poderosa dos tempos de hoje, com ela tento mostrar o que defino por “amar”.
Pelo que tenho vindo observado e vivenciando, o amor é idealizado e concretizado de diferentes e inúmeras formas ao longo da vida.
Somos levados a acreditar que o amor na infância espelha-se na existência da princesa ou príncipe encantado, defenimo-lo/la dependendo dos nossos gostos e tendências, mas com algo comum, todos eles carregam a missão de nos vir salvar do perigo e ficar connosco para sempre.
Porém, sempre ouvi dizer que com o passar dos tempos somos sujeitos a mudanças, estas de influencias paternais, sócias ou simplesmente pela maturidade alcançada com a idade. Embora a única coisa que não muda é a nossa definição desse conceito.
Continuamos (a querer) acreditar no mundo encantado, repleto de felicidade fácil e garantida por alguém que partilha o mesmo sentimento que o nosso coração aclama.
Atingimos, achamos nós, o “pico” da felicidade quanto encontramos o nosso príncipe ou princesa ,deixamo-nos envolver em todo o que o mundo cor de rosa tem para nos oferecer, sem olhar mos com “olhos de ver”.
Achamos ter finalmente feito parte do elenco desse mundo da maravilha onde estávamos apenas habituados a ser meros espectadores atentos.
Mais tarde, acordamos um dia soltos, com um frio gélido e bastante fracassador, apercebemo-nos que onde existia essa enorme fantasia agora não passa apenas de um espaço vazio.
Aí damo-nos conta que afinal toda a treta do mundo de fantasia que idolatrávamos deixou de fazer sentido.
É nos imposto na pele a noção que afinal o amor também dói, tal como uma seringa injectando um veneno mortal na veia.
Começamos então a desmistificar o mito dos contos de fada.
Apercebemo-nos então que a perfeição é fazer da realidade sonho e não o inverso.
Com o passar dos tempos e pelas experiencias vividas compreendemos agora que o amor tornou-se um conceito bastante simples, obvio e sem mistificações, mas mesmo assim difícil de o explicar, e por vezes de o transmitir.
Descobrimos que afinal esse conceito trata-se apenas de aprender a respeitar o que se recebe sem olhar ao que se dá, é ser incompleto ate á união, é acreditar na perfeição e na imortalização de cada momento, cada palavra, cada gesto, cada carinho e cada silencio partilhados.
Apercebemo-nos então que o amor trata-se apenas de ser grande começando por ser bem pequenino.
Bem isto não se trata de um manual de historia, mas sim um pergaminho de ideias partilhadas e vividas, nada mais que filosofias exportadas do crânio.
Entrego-vos agora em chama a caneta pronta para continuar na jornada de decifrar “por este mundo fora” o significado deste conceito que nos abrange a todos e nos une de forma única.

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